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Calculadora de gordura corporal

O método da Marinha dos EUA estima o percentual de gordura com a fita: pescoço, cintura e, nas mulheres, quadril. Em comparação com a densitometria, fica dentro de cerca de três pontos percentuais na maioria dos adultos. Devolve massa gorda, massa magra e categoria, além de uma estimativa pelo IMC sem fita.

Calculadora

Sexo
Método

Como medir

Meça sobre a pele, mantenha a fita na horizontal e justa sem apertar, e leia no fim de uma expiração normal.

  • • Pescoço: logo abaixo da laringe, com a fita ligeiramente inclinada para baixo na frente.
  • • Cintura: na altura do umbigo e na horizontal em toda a volta; a equação masculina usa a cintura abdominal, não o ponto mais estreito.

Uma medição é um retrato: meça cada circunferência duas vezes e use a média. Um erro de 2 cm na cintura desloca o resultado em cerca de um ponto percentual.

Categorias de gordura corporal

Gordura essencial (2–6 %)Atlético (6–14 %)Em forma (14–18 %)Média (18–25 %)Obesidade (25 %+)

Fórmula utilizada

Homens: gordura corporal % = 495 ÷ (1,0324 − 0,19077 × log10(cintura − pescoço) + 0,15456 × log10(altura)) − 450, com as circunferências e a altura em centímetros. Nas mulheres a mesma estrutura usa (cintura + quadril − pescoço) e as constantes 1,29579, 0,35004 e 0,221. A estimativa pelo IMC é 1,20 × IMC + 0,23 × idade − 16,2 para homens e − 5,4 para mulheres.

Sobre esta calculadora

O que faz

Estime seu percentual de gordura corporal a partir de três medidas de fita — pescoço, cintura e, nas mulheres, quadril — junto com sua altura. A página devolve como número principal a estimativa da Marinha dos EUA, com os quilos de gordura e de massa magra que ela implica, a categoria em que o resultado cai e o percentual de referência para sua idade. Ao lado mostra uma estimativa pelo IMC, rotulada como método fraco, para quem não tem fita à mão.

Exemplo

Um homem de 30 anos, 180 cm e 80 kg, mede 38 cm de pescoço e 85 cm de cintura, portanto cintura − pescoço = 47 cm. A equação da Marinha dá 495 ÷ (1,0324 − 0,19077 × log10(47) + 0,15456 × log10(180)) − 450 = 16,1 %. Com 80 kg, isso são 12,9 kg de gordura e 67,1 kg de massa magra, o que o coloca na categoria em forma (14–18 %). O IMC dele é 24,7 e a estimativa pelo IMC para a idade é 20,3 %, quatro pontos acima do número da fita para o mesmo corpo. A referência de Jackson e Pollock para um homem de 30 anos é 12,7 %, ou seja, ele está 2,7 kg acima.

Uso prático

A fita é o jeito de acompanhar a composição corporal quando não há densitometria: academias e equipes medem a cada quatro ou oito semanas, e os treinadores olham a tendência mais do que o número isolado. Um fisioterapeuta ou nutricionista usa os mesmos números para ver se o peso perdido era gordura ou músculo. Em casa, o hábito útil é medir sempre nas mesmas condições — mesma hora, mesma fita e a mesma pessoa tirando a medida —, porque dois centímetros de diferença entre duas pessoas lendo a mesma cintura valem cerca de um ponto percentual.

Contexto local

As equações da Marinha são usadas no mundo inteiro e nenhum país publica constantes próprias, mas a fita é local. A cintura é medida no umbigo nos Estados Unidos e no ponto mais estreito em boa parte da Europa, e as duas posições podem diferir vários centímetros na mesma pessoa. O país também decide se usamos centímetros ou polegadas e se o número citado no consultório é o percentual de gordura ou a relação cintura-altura, bem mais simples.

Medir para que o número signifique algo

A estimativa vale o que vale a fita. Meça sobre a pele com uma fita flexível, mantenha-a na horizontal e justa sem comprimir a pele, e leia no fim de uma expiração normal: prender a barriga muda o resultado mais do que o próprio erro da equação. O pescoço é medido logo abaixo da laringe, com a fita ligeiramente inclinada para baixo na frente. A cintura é medida no umbigo para a equação masculina e no ponto mais estreito do tronco para a feminina. Tire cada circunferência duas vezes; se as duas leituras diferirem mais de um centímetro, faça uma terceira e use a mediana.

Quanto a estimativa pode errar

O método da Marinha prevê a gordura a partir de circunferências, portanto ao erro da equação soma-se o erro da fita: as validações publicadas o situam dentro de cerca de três a quatro pontos percentuais da DEXA na maioria dos adultos, e a dispersão aumenta nos extremos. Ele lê alto em pessoas muito magras e musculosas e um pouco baixo em quem acumula gordura sobretudo no abdômen. Foi ajustado em adultos, então não se aplica a crianças, à gravidez nem a quem está gravemente doente, e não consegue ver onde a gordura está, que é o que mais pesa no risco metabólico. Trate o resultado como uma tendência a acompanhar, não como uma medição.

A referência por idade e por que ela não é uma meta

O percentual de referência que aparece ao lado do resultado vem das tabelas de Jackson e Pollock, um levantamento norte-americano de 1978–80, e sobe com a idade porque a massa magra diminui. Ele é impresso porque calculator.net e gigacalculator também o imprimem e o leitor deve poder comparar o mesmo número, não porque seja um objetivo. O que é típico de um grupo não é necessariamente saudável para uma pessoa: um corredor treinado na casa dos cinquenta abaixo da referência da sua idade não está com pouca gordura, e um leitor sedentário exatamente nela não está automaticamente bem.

Fontes e metodologia

Hodgdon JA, Beckett MB. «Prediction of percent body fat for U.S. Navy men and women from body circumference measurements», Naval Health Research Center, 1984: as equações de circunferências implementadas aqui. Deurenberg P, Weststrate JA, Seidell JC. «Body mass index as a measure of body fatness: age- and sex-specific prediction formulas», British Journal of Nutrition, 1991: a estimativa pelo IMC. American Council on Exercise: as faixas de gordura essencial, atlético, em forma, média e obesidade. Jackson AS, Pollock ML. «Practical assessment of body composition», The Physician and Sportsmedicine, 1985: os percentuais de referência por idade e sexo.

Última revisão: setembro de 2026.

Perguntas frequentes

Qual é a precisão do método da Marinha dos EUA?

Na maioria dos adultos, fica dentro de cerca de três pontos percentuais de uma densitometria (DEXA), que é o método de referência. Erra mais nos extremos: lê alto em atletas muito magros e um pouco baixo em quem concentra gordura no abdômen. Além disso, cada medição carrega o erro da fita, por isso repetir a medição duas semanas depois diz mais do que um número isolado.

Onde exatamente se medem o pescoço e a cintura?

Pescoço: logo abaixo da laringe, com a fita ligeiramente inclinada para baixo na frente e sem tensionar os ombros. Cintura nos homens: na altura do umbigo, na horizontal em toda a volta. Cintura nas mulheres: no ponto mais estreito do tronco, em geral logo acima do umbigo. A fita deve tocar a pele sem apertar, e a leitura é feita no fim de uma expiração normal.

Por que as mulheres precisam do quadril e os homens não?

As equações da Marinha foram ajustadas separadamente para cada sexo, e a das mulheres inclui o quadril porque a distribuição da gordura é diferente. A dos homens usa apenas cintura e pescoço. É por isso que o campo do quadril aparece ao escolher mulher e desaparece ao escolher homem: não é um detalhe opcional, é parte da fórmula.

Por que a estimativa pelo IMC é o método fraco?

O IMC divide o peso pela altura ao quadrado e não sabe do que esse peso é feito. Uma pessoa musculosa e uma sedentária com a mesma altura e o mesmo peso obtêm o mesmo IMC e, portanto, a mesma estimativa de gordura, embora a gordura real possa diferir em mais de dez pontos. A equação ainda varia com a idade e a origem étnica. Ela é oferecida porque uma estimativa aproximada é melhor do que nenhuma quando não há fita.

Que percentual de gordura corporal é saudável?

A American Council on Exercise define as categorias que esta página imprime: nos homens, 2–5 % gordura essencial, 6–13 % atlético, 14–17 % em forma, 18–24 % média e 25 % ou mais obesidade; nas mulheres, 10–13 %, 14–20 %, 21–24 %, 25–31 % e 32 % ou mais. As mulheres têm mais gordura essencial por fisiologia. São faixas populacionais, não um diagnóstico, e estar em atlético não é automaticamente o mais saudável.

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